|
|
| |
|
 |
|
| |
Caso
Clínico:Uma experiência no Periodo Intra-Uterino
(LEMBRANÇA INTRA-UTERINA?) Acho que a palavra lembrança
fica melhor que experiência. |
A
utilização da técnica regressiva na Terapia
de Vida Passada nos coloca, muitas vezes, diante de situações
inusitadas e ainda desafiadoras para a ciência tradicional.
Um desses fenômenos é a ocorrência de uma
experiência regressiva onde, após a indução
a um Estado Alterado de Consciência, o cliente começa
a relatar uma lembrança de um período em que
está no útero materno.
A grande surpresa é a possibilidade da pessoa poder
se lembrar desse período e, mais ainda, reconhecer
o uso de funções que normalmente são
vinculadas pela ciência tradicional, ao desenvolvimento
do sistema nervoso central. Para a ciência, não
é possível a lembrança desse período
ou a consideração das funções
como pensamento, emoção, raciocínio,
etc em função do córtex cerebral, estrutura
responsável por parte dessas funções,
ainda não estar desenvolvido.
Entretanto, o que os terapeutas de vida passada verificam
em sua observação é a ocorrência
de vivências nesse período onde o cliente além
de se lembrar de fatos que depois podem ser confirmados por
familiares e médicos, vivencia esses momentos com carga
emocional e com avaliações surpreendentes. Essas
vivências ocorrem naturalmente durante o processo e
costumam revelar situações decisivas para o
re-equilíbrio e para a superação de muitos
problemas enfrentados por essas pessoas.
Um exemplo interessante ocorreu com uma cliente de 57 anos
que nos procurou para superar um grave problema de relacionamento
com sua mãe. Desde a adolescência ela reconhecia
uma forma agressiva de tratar a mãe. Intolerante, irônica,
às vezes vingativa diante de qualquer erro que a mãe
cometesse, passou a adolescência com esse comportamento
atribuindo-o à “fase instável e rebelde”
de todo adolescente e, posteriormente, parte da vida adulta.
O casamento na juventude, motivado por “um desejo de
sair de casa e ter liberdade”, acabou por afastá-la
de sua mãe, decisivamente.
A vida, porém, tem caminhos misteriosos e fascinantes.
A velhice e a deterioração da saúde fez
com que sua mãe voltasse a morar com nossa cliente.
Sendo a única filha, de um total de 7 irmãos,
que não tinha atribuições profissionais,
foi quase forçada pelos irmãos a receber a genitora
para os cuidados que a enfermidade exigia.
Agora mais madura, com um percurso de auto-conhecimento espiritual
e de reflexão sobre suas dificuldades, nossa cliente
passou a se inquietar com sua reação. Queria
tomar conta da mãe, ser mais gentil e amorosa com ela,
mas não conseguia. Simplesmente, não conseguia,
por mais que se esforçasse. Sentia uma aversão,
uma raiva, hoje contida, mas que impedia uma dedicação
mais natural. Sentia a diferença de reações
entre os demais irmãos com sua mãe. Num primeiro
momento nos procurou pensando “que devia ter alguma
cosia no passado entre as duas para essa raiva gratuita”.
Definimos o primeiro foco da terapia a própria queixa
da dificuldade de relacionamento com a mãe. Para surpresa
de nossa cliente, as primeiras regressões trouxeram
vivências de vidas passadas onde passara por situações
de abandono. Ora sofrendo abandono de pais ou familiares,
ora, ela própria, abandonando filhos ou companheiros.
Na seqüência da terapia, acabou por passar por
uma vivência que seria decisiva para o seu processo
de transformação.
Abordando, agora, a temática do medo do abandono, começou
a vivência sentindo uma sensação de aperto,
um incômodo físico muito grande. Em dado momento
assume a posição fetal naturalmente. Perguntado
como parecia o lugar em que estava exclama: “Na barriga
da minha mãe! DESSA MÃE DE HOJE!”. E começa
um choro intenso.
Começamos
a explorar os detalhes dos fatos ocorridos nesse período
e como a cliente os tinha vivido emocionalmente. Como tinha
reagido a esses acontecimentos? Nosso princípio é
de que o psiquismo sempre traz à lembrança
aquilo que é importante para a superação
do sofrimento em questão. Ela começa a relatar
então que sua mãe quer fazer um aborto, quer
matá-la, eliminá-la. O feto percebe, então,
os pensamentos da mãe, suas reações:
“Vai ser mais uma boca. O que vai ser de nós?
Eu não podia ter deixado essa criança vir.
Meu marido vai me matar... Não temos condições
de ter essa criança”.
A cliente relata toda a sua percepção com
choro intenso e sentindo raiva por não ser desejada,
teme ser morta e se sente impotente pois o seu “destino
está nas mãos daquela mulher que não
a quer”. Ao perceber a situação começávamos
a entender de onde vinha parte das dificuldades desse relacionamento
conturbado. Mas havia algo desproporcional na reação
atual. Comecei, então, a perguntar pelos sentimentos
da mãe. Ela muda de foco e começa a perceber
que a mãe está com medo, está triste,
não tem raiva. Começo a explorar a percepção
que aquele feto registrou, mas que poderia ter ficado fora
de sua consciência nublada pelo temor e raiva de um
novo abandono nessa vida.
Pergunto sobre os motivos do medo, da tristeza. Peço
para que ela observe a situação da família
que ela está por integrar fisicamente. Ela se dá
conta da situação precária da família.
Muitos filhos, muita dificuldade financeira, enfermidades
de dois filhos pequenos (que depois vieram a falecer antes
de nossa cliente “nascer”). Casa pequena, no
interior do estado e sem condições básicas
de sobrevivência. Nesse momento, fiz a pergunta que
foi fundamental para uma mudança de rumo em todo
o processo: “Será que sua mãe está
pensando e sentindo tudo isso porque é VOCÊ
que está para nascer ou ela teria essa reação
para QUALQUER OUTRA criança que fosse nascer nessas
condições?” O resultado foi impactante.
Ela começou a chorar mais ainda, mas era um choro
diferente. Percebe que sua mãe estava lamentando
as condições duras e difíceis que mais
um filho traria. Nossa cliente nesse momento pode re-significar
toda a sua história de vida com essa mãe naquele
momento. Mais do que entender ela sente que não era
pessoal a reação de sua mãe, mas percebe
que de fato se sentiu ameaçada, preterida, abandonada.
Com as vivências anteriores lembradas naquele momento
pelo terapeuta, compreende que repete um temor de longa
data: o abandono.
Para terminar faço-a repassar todo o processo agora
sob a nova perspectiva dos atores dessa história
real. Ela entende agora, de forma empática, as possíveis
razões de sua mãe. Mesmo tendo sofrido com
essas reações ela pode dar um novo sentido
ao acontecimento.
Era preciso ainda atingir uma última etapa no processo
terapêutico. Essa etapa pode ser vivida pela cliente
quando afirmei: “Com essa nova visão de tudo
que aconteceu... perceba que sua mãe, apesar de todas
as dificuldades, temores, dúvidas... não impediu
que você viesse ao mundo. Isso foi um gesto de amor!”.
|
| Caso
Clínico:Uma dor na Alma |
|
P.C.
era um homem com presença marcante onde chegava.
Olhos vivos, fala fluente e envolvente. Professor universitário
destacar-se no desenvolvimento de projetos de pesquisa na
área de engenharia de produção que
colocaram durante algum tempo em evidência nacional
e internacional. Hoje com 42 anos tinha uma carreira sólida
mas sua história de sucesso profissional sempre foi
acompanhada de uma dor, silenciosa e tenaz.
Desde
que seus primeiros trabalhos de pesquisa vieram à
discussão acadêmica, começou a desenvolver
uma forte dor nas costas, na altura da coluna cervical.
Todos os esforços em solucionar o problema resultaram
em fracasso. Acreditava tratar-se de algum desvio de coluna
talvez causado pelas horas excessivas diante do computador,
talvez uma posição inadequada de sentar. O
fato é que tinha que conviver com longos períodos
de dor e desconforto. A acupuntura trouxera um pouco de
alívio apesar das necessárias aplicações
freqüentes para manter a dor sob controle.
P.C.
queria saber se essa dor poderia ter algum componente inconsciente
que estivesse associada a algum trauma do passado. P.C.
tinha uma vasta leitura e cultura geral. Tinha se debruçado,
durante algum tempo, na leitura de livros que falavam da
TVP como forma de desbloqueio de traumas de vidas passadas.
Quando apresentamos nossa forma de trabalho coloquei uma
pergunta que, depois veio a me confessar, ficara em sua
mente: “Mas porque você estaria identificado
a esse trauma causador da dor e não a um outro qualquer?”.
Começamos
o tratamento e quando começamos a coloca-lo em regressão
P.C. demonstrou ser um indivíduo com grandes facilidades
de entrar em um Estado Ampliado de Consciência. Tinha
o que chamamos de regressão Vívida, ou seja,
revivia com intensidade emocional e física os eventos
que recordava de seu passado.
Na primeira
sessão de regressão, P.C. se vê como
um líder de pequeno povoado à beira de um
rio caudaloso fonte das principais necessidades de sobrevivência.
P.C. se vê como um homem muito cheio de si, apesar
de trabalhador e honesto. Chegara a liderança do
povoado por sua grande capacidade de mobilização
e por suas idéias fortemente defendidas e colocadas
em prática. Era um destemido. E se orgulhava disso.
Chegava, muitas vezes, à beira da presunção
de ser o mais inteligente e capaz entre todas as pessoas
que conhecia. Isso lhe trazia a auto-confiança necessária
a um líder, mas também, a cegueira em relação
aos limites do nosso conhecimento.
Em determinada
época, começaram a repetir-se períodos
de enchentes que ameaçavam a segurança do
povoado. Era preciso tomar uma providência. Reuniu-se
o conselho da cidade que participava das decisões
que afetavam a administração do povoado. A
maioria era favorável à mobilização
dos homens para a construção de uma espécie
de barragem que protegesse o povoado de uma possível
nova enchente. Mas isso comprometia a produção
de gêneros já que a mobilização
dos homens reduziria a força produtiva. O personagem
de P.C. assume uma posição isolada contrário
à construção da barragem. Achava que
era uma exagero essa mobilização toda, algo
desnecessário. Depois de longa discussão o
líder pressiona e assume os riscos de sua decisão:
não vão construir barragem alguma e os homens
continuam na produção para garantir o sustento
da comunidade.
Dias
depois acontece o inevitável. Uma tempestade eleva
de tal forma o nível das águas que inunda
o povoado. A correnteza leva de roldão casas, parte
da plantação preparada para o futuro e, principalmente,
muitas pessoas. Ao perceber o que está acontecendo
e a gravidade, nosso líder comunitário se
junta aos demais na tentativa de salvar o que for possível,
sem muito sucesso.
Passado
o temporal e a enchente, P.C. tem que enfrentar a situação.
Reconhece intimamente a sua decisão equivocada diante
da maioria que queria segurança, mesmo que com restrições
de comida. Entretanto, diante das pessoas do povoado, manteve
sua postura defendendo a decisão como sendo a mais
adequada. Sofre as acusações das pessoas,
insatisfeitas com o desfecho da situação.
Perde o cargo de líder e se refugia em lugar próximo
ao povoado. Corroído pela culpa mas sem se dar conta
de seu extremo orgulho, decide se matar, diante da vergonha.
Atira-se de uma pedreira, morrendo em função
da queda. Ao vivenciar a morte percebe a queda com intensidade
física, sofrendo os efeitos da quebra de múltiplos
ossos. A principal dor está nas costa, no mesmo ponto
onde se localiza a dor de vida atual. Tínhamos encontrado
a origem da dor, o trauma gerador que repercutia até
hoje no seu corpo físico. A culpa e a queda ficaram
como que condensada no seu psiquismo.
Ao terminar
a sessão, já fora do Estado Ampliado de Consciência,
perguntei a P.C. o que mais tinha lhe chamado a atenção
na vivência. Ele relata a experiência de ver
as pessoas sendo levadas e ele tomando a decisão
de não fazer a barragem. Falamos sobre culpa, perdão
e autoperdão. Ele saiu mais reconfortado e sem dores.
Quinze
dias depois ao retornar para sua nova sessão. Abordou-me
de imediato sobre algo que não saia de sua cabeça.
Continuava com a dor nas costas, apesar de bem mas leves,
é verdade. Ao fazer a tarefa de casa que eu passar
sobre a vivência relata que voltava a pensar insistentemente
na pergunta que eu lhe fizera sessões atrás:
Mas por que esse trauma? Por que essa dor hoje?
Fizemos
um novo trabalho retornando à mesma vivência,
revivendo o personagem. Desta vez facilitamos para que ele
percebesse o que era semelhante ainda hoje na sua forma
de ser e de agir. P.C. tomou um verdadeiro choque. Não
era só uma questão de culpa. Percebeu como
ainda hoje era presunçoso e, às vezes, arrogante
com seu conhecimento e sua posição da Universidade.
Repetia uma posição de vaidade em relação
a isso. Pôde reconhecer que sua morte naquela existência
foi decorrência desse orgulho, ferido em sua estrutura
de superioridade. Se matara por não conseguir enfrentar
a necessária humildade de reconhecer que estivera
equivocado, de se desculpar com aquelas pessoas de procurar
reparar as conseqüências de sua decisão
de alguma forma mais madura.
As lembranças
desse passado e a própria dor o colocavam diante
de uma consciência que nunca cogitara: era preciso
transformar essa forma de ver a vida e a si mesmo. Poderia
crescer com os outros mantendo o respeito as pessoas que
não sabiam tanto quanto ele. E também ser
capaz de ouvir e aceitar quando suas idéias fossem
questionadas. Somente quando se deu conta do esforço
que precisava empreender para mudar esse traço de
caráter e começa, efetivamente, a muda-lo
em seu dia a dia, P.C. se liberta das dores. Na verdade,
se libertava desse passado presente e transformava-se ara
seu futuro.
|
| Caso
Clínico:A Maldição da Bruxa |
C.G.
era uma jovem de 21 anos que desde a infância demonstrava
possuir aptidões “estranhas”. Via sombras
se mexerem à noite em seu quarto, acordava gritando
com a sensação de que existiam pessoas ao seu
redor e ouvia vozes que a chamavam. Durante muito tempo teve
um diagnóstico de Terror Noturno, com alguma redução
com a psicoterapia. Sua mãe, praticante de uma religião
espiritualista, dizia que se tratava de mediunidade. Desde
cedo levava a C.G. para tratamentos espirituais que, apesar
de reduzirem os transtornos temporariamente, não eliminavam
os problemas freqüentes.
Com a adolescência, C.G. viu sua vida transformar-se
em um inferno. Ficavam mais acentuadas as percepções,
os pesadelos e as crises de angústia e ansiedade. Até
que começou a perder o sono, deixar de ir a escola
e ficar trancada em casa com medo do que podia acontecer se
saísse.
Agora, aos 21 anos, tinha certo controle sobre essas reações,
mas o medo das visões, dos pesadelos ameaçadores,
das vozes e sussurros que ouvia sem identificar de onde mantinham-na
em constante sobressalto. Passara a freqüentar uma Instituição
religiosa espiritista onde participava apenas de trabalhos
assistenciais. Nessa Instituição falavam que
ela tinha uma sensibilidade, um nível de para-normalidade
que deveria ser “desenvolvida”. Mas. C.G. não
podia sequer ouvir falar nisso, tremia, tinha sensação
de vertigem etc. Até entendia que poderia ser necessário,
mas não conseguia se ver em contato com “espíritos”.
Quando começamos o tratamento visando ajudá-la
a superar seus medos e sua insônia, abordamos a questão
dela poder se deparar com esse tipo de situação
no passado. Essas faculdades especiais sempre existiram e
foram motivos de muitas perseguições e enganos
de toda a ordem pela história da humanidade. Alguns
estudos revelam que só a Inquisição,
que durou entre 1500 e 1800 d.C., condenou à fogueira
2.000.000 de “bruxas”. Isso mesmo. Dois milhões
de mulheres que foram tratadas como feiticeiras.
Em sua primeira regressão de memória, C.G. se
lembra de uma vida passada sua na Idade Média como
uma mulher que identifica, (que tal possuía?) também
desde a infância, dons especiais. Tinha recursos de
aliviar a dor com a imposição das mãos
que sentia esquentarem enormemente durante o trabalho. Com
a adolescência começou a identificar ervas na
floresta que intuía serem boas para certas moléstias
comuns na época e na região. A princípio
não se incomoda com isso achando até divertido
e prazerosa a admiração que as pessoas tinham
por ela.
Em um dado momento ela é levada à presença
de uma outra mulher com poderes semelhantes, mais velha que
a jovem para-normal. O objetivo era treiná-la, aperfeiçoar
suas habilidades e desenvolver seu potencial de cura. Tudo
começa bem até que a velha “bruxa”
começa a perceber os enormes talentos da jovem, muito
maiores que os seus próprios. Reconhece que muitas
vezes recomenda ervas e procedimentos sem serem provenientes
de suas faculdades que parecem “falhar” em alguns
momentos. Isso parece não ocorrer com a jovem sob seus
cuidados. Uma relação de inveja, ciúme
e competição começa a ser deflagrada,
mesmo sem o conhecimento da jovem sensitiva. A velha “bruxa”
envolvia-se cada vez mais com rituais onde acreditava aumentar
a sua força e seu poder. Manipulava forças da
natureza e mentais para atingir seu objetivo. A jovem temia
isso, mas não podia sair daquele lugar. Tinha muito
medo da velha.
Com o tempo, as pessoas começam a procurar cada vez
mais a jovem em lugar da velha “bruxa”. A velha
começa a reagir agressivamente, tenta impedir a ação
da jovem a qualquer preço. Até que um dia a
velha indica uma erva para o tratamento de uma criança
da vila e a jovem discorda veementemente. Diante do impasse
a bruxa ameaça os pais da criança que cedem
e cuidam da criança com o remédio indicado.
Só que a criança morre dias depois. A fúria
da vila recai sobre a velha.
Fechada em sua casa com a jovem personagem de C.G., a velha
tranca tudo enquanto o povo está lá fora entre
um misto de ódio e medo. Todos temiam, pois tinham
dúvidas) se a velha poderia ou não provocar
o Mal. Mantida refém a jovem se vê acusada
pela velha da sua derrota e da sua humilhação.
A situação chega a um impasse crítico.
As pessoas estão pressionando a porta, querem entrar.
A velha bruxa não quer deixar isso acontecer, pois
sabe qual será o desfecho: uma dolorosa morte. Assim
completamente desequilibrada, chama a jovem e diz que vai
se matar mas que ela, a jovem, vai sentir os efeitos de
sua ira e de seu poder mesmo depois de (sua morte) morta.
Tudo vai dar errado na vida dela e toda vez que ela fosse
receitar alguma coisa ela ficaria com o medo de cometer
o mesmo erro. Esse seria o seu fim. Depois dessa “maldição”
se mata com um veneno poderoso que extingue a vida em segundos.
As pessoas ao saberem voltam para suas casas, mas a jovem
sensitiva continua na casa. Começa então o
seu drama. Não consegue dormir, pois seu sono é
visitado por sombras e sobressaltos. Tem medo de que aconteça
algo ruim a cada momento. Já não tem confiança
em atender as pessoas que a procuram.
Uma noite está sem dormir com as mesmas sensações
quando ouve ruídos estranhos em volta da casa. Apavorada,
precipita-se escada abaixo e, inadvertidamente, derruba
um castiçal com velas que iluminavam a passagem.
No seu desespero não consegue apagar as chamas que
consomem rapidamente o local. Presa, sem ter saída,
no meio de sua loucura, acha que ouve as gargalhadas da
velha bruxa ecoando pelo meio das chamas. Morre queimada
e enlouquecida. Fora do corpo mantém a atitude temerosa
e desequilibrada de quando estava ainda no corpo físico.
Atribui naquele momento de continuação de
seu horror, que todo o seu sofrimento foi devido à
sua sensibilidade. Esquecera de quantas pessoas tinha podido
ajudar e prende-se ao desfecho trágico. Principalmente,
lembra-se, ecoando em sua mente, as últimas palavras
da bruxa, uma Maldição. Tomada de espanto
e pavor decide que nunca mais quer saber dessas coisas,
desses “poderes”, dessas para-normalidades.
Não se deu conta de que a vida dá voltas e,
muitas vezes, nos faz retornar do ponto que deixamos um
trabalho a ser realizado. Hoje, C.G. voltava a possuir dons
especiais. Vivia (ou vive?) um novo contexto (acho que a
palavra contexto não está bem contextualizada)
de uma velha sensibilidade. Pode perceber que o que a atemorizava
era o efeito da maldição que ecoava em seu
psiquismo como uma ameaça a ser cumprida a qualquer
momento. Ao se dar conta disso pode sentir-se mais tranqüila
e, reduzido o medo, poder avaliar de forma mais equilibrada
qual seria o papel dessa sensibilidade na sua vida de hoje.
Como, (por exemplo), dar um novo sentido a uma realidade
de uma constatação: tinha esses dons especiais.
Ao permanecer identificada com essa vivência perdia
a chance de dar uma nova direção a sua vida.
Poderia agora, mais livre, decidir o que queria fazer com
tudo isso.
Em uma outra sessão pôde se deparar com a mesma
“velha bruxa” como uma “presença”
que a cobrava de uma traição em outra vida
em comum. Mas isso é um outro capítulo da
história...
|
| Caso
Clínico:Um Caso de Fobia |
Muitas pessoas sofrem de medos exagerados
de alguma coisa: um animal, um local, uma situação
específica etc. Quando esses medos se repetem de forma
intensa e incontrolável podemos ter um diagnóstico
psiquiátrico de fobia. Diante do chamado agente fóbico,
a pessoa é capaz de repetir uma reação
muitas vezes irracional, em termos de comportamentos, pensamentos
e sentimentos, como se de fato ele estivesse diante de um
perigo inevitável. Esse padrão de comportamento
é desproporcional ao perigo real que a situação
ofereça e esse é um dos maiores conflitos e
sofrimento do fóbico: entende que seu medo é
exagerado, mas não consegue reagir de forma diferente.
Esta repetição de um
padrão de comportamento de que estamos falando não
se dá em nível consciente. Este é que
é o grande problema. Nós passamos a repetir
um determinado padrão por conta de um força
irresistível que é a experiência ou decisão
de vida passada. Na verdade o conteúdo inconsciente
é tão forte e atuante no psiquismo que ele não
se submete ao crivo da razão, ele “atropela”
a razão determinando o comportamento. Este é
um dos motivos do sofrimento dos clientes: constatar a incoerência
aparente dos seus comportamentos inadequados.
Estas observações ficam
facilitadas na análise de determinados casos fóbicos,
por exemplo. Como explicar um medo exagerado que uma cliente
nossa tinha de lagartixas? Sim, lagartixas. Sua aversão
a este pequeno animal chegou a tal ponto que ela era incapaz
de entrar num cômodo de sua casa, ou numa casa estranha,
sem antes percorrer com os olhos, detalhadamente, todos os
cantos do chão e do teto para certificar-se de que
não havia a possibilidade de “vários daqueles
animais caírem sobre mim”, dizia ela. A cliente
admitia que seu comportamento era exagerado, mas simplesmente
não conseguia deixar de ter pavor com a possibilidade
de entrar em contato físico com aquele animal.
Seu comportamento começou a
se agravar, chegando a assumir comportamentos obsessivos de
verificar o boxe antes de tomar banho, mantendo inclusive
os óculos durante o banho. Realmente um comportamento
completamente inadequado mas, por outro lado irresistivelmente
repetido e que passou a se agravar ao longo do tempo. Quando
procuramos discriminar os componentes de seu medo, descrevia
estes animais como “nojentos, pegajosos, frios, rastejantes,
moles mas flexíveis, ágeis e peçonhentos”...
como podemos perceber havia uma grave distorção
na sua percepção daquele animal na medida em
que lagartixas não são venenosas ou peçonhentas,
como disse. Ao relatar isso sentia náuseas, arrepios
pelo corpo e falta de ar.
Levada ao passado, se vê numa
vida passada como uma jovem muito pobre que perambulava pelas
ruas como mendiga com outros tantos desafortunados da época,
formando um grupo de umas 20 pessoas. Parece que a época
era de uma grave crise social onde muitas pessoas estavam
na mesma situação. A personagem de nossa cliente
é apanhada, juntamente com a maioria de seu grupo,
por guardas do governo local, que os aprisionam num escuro
e frio calabouço. As condições ali são
péssimas, faltando luz do dia, comida e água.
Em poucos dias eles todos estão
mais enfraquecidos ainda e, para sua surpresa e desespero
são abertas pequenas janelas na parte superior do calabouço,
altas demais para possibilitarem uma fuga e de onde são
atiradas inúmeras cobras venenosas “caindo sobre
suas cabeças”. A fraqueza, a debilidade e a falta
de condições de reagir contra o grande número
de répteis, faz com que todos sejam picados diversas
vezes em um clima de extremo desespero e dor. Diante dos efeitos
das primeiras picadas, nossa personagem cai no chão
e guarda na sua memória principalmente as sensações
e sentimentos vividos nos momentos em que, ainda com um resto
de vida, percebe as cobras passando por cima de seu corpo,
inchado e dolorido, além de uma alucinante dor de cabeça
que impede naquele momento a organização de
qualquer tipo de pensamento mais equilibrado.
Após essa sessão a cliente
identificou uma situação na sua infância
da vida atual, onde foi surpreendida ao acordar com uma lagartixa
sobre seu corpo. O susto e o medo foram incontroláveis
e, num choro compulsivo, repetia para sua mãe a sensação
de asco ante o contato na pele com aquele bicho gelado e escorregadio.
Este evento, que costumamos chamar
de Evento Desencadeador, fez com que ela trouxesse do Inconsciente
uma situação traumática de uma existência
passada.
A reação passou a ser
a de temer a repetição da situação
conhecida, já vivida no passado, com um desfecho de
muita dor, desespero e morte. Deslocado para a lagartixa,
por conta de algumas semelhanças físicas com
as cobras do passado, o mesmo medo se fez presente. O Inconsciente
estava sempre a lhe dizer que deveria evitar a qualquer preço
o contato com aqueles animais, caso contrário poderia
sofrer muito, mas o Inconsciente não diz a ela porque
ela deveria temê-los. Aí a contradição.
A reação emocional é tão forte,
tão intensa que não se submete a uma avaliação
pela razão que possa tornar mais adequado o comportamento,
ou que possa avaliar com maior nível de equilíbrio
se realmente a situação exige ou não
aquela reação frente a um suposto perigo.
Quando este conteúdo se torna
consciente, através da Regressão de Memória,
possibilitamos, aos nossos clientes, preencher este hiato
que existia no entendimento do problema, esta lacuna que não
consegue explicar a reação ou comportamento
inadequado. Sim porque não podemos desconsiderar o
sofrimento do cliente só porque não podemos
entendê-lo a partir de sua vida atual ou dos relatos
que traz, conscientemente, durante as primeiras sessões.
Consideramos sempre que este sofrimento é real, só
que pertence ao passado e é repetido hoje, por um mecanismo
de proteção do nosso psiquismo que quer preservar-nos
de uma nova situação tão desagradável.
Através do conhecimento deste
conteúdo que impulsionava nosso comportamento, somos
levados a considerar, pela razão, os reais motivos
do passado que nos levavam a tal comportamento e, desta forma,
facilitar-nos a compreensão e o entendimento de que
aquele comportamento ou reação eram coerentes
para aquela personagem do passado que sofreu, no caso de nossa
cliente, uma morte violenta ocasionada pelo veneno das diversas
cobras. Mas para sua personalidade de hoje não fazia
mais sentido sentir medo das lagartixas que ela, em algum
momento, julgou parecidas com as cobras.
Com este conhecimento, o consciente
do indivíduo passa a modificar o Padrão, criando
alternativas, percebendo novas possibilidades de reação
diante desses problemas. É claro que apenas a lembrança
do conteúdo traumático do passado não
libera o indivíduo de seu problema. É possível
até que os sintomas desapareçam mas é
preciso avançar um pouco mais e verificar quais são
os fatores constitutivos da personalidade do indivíduo
que o predispõe aquela fobia.
No caso acima, nossa cliente começou
a constatar que, como em outras regressões que foram
feitas para o problema de relacionamento com sua mãe,
ainda repetia um padrão de controle excessivo sobre
as coisas à sua volta. Esse padrão controlador
expunha-a às situações onde esse controle
foi precário ou muito doloroso. Reconheceu que precisava
ser mais flexível nesse aspecto concentrando aí
seu processo de transformação. Pensar apenas
na “cura” dos sintomas é empobrecer o potencial
terapêutico que a Terapia de Vida Passada oferece na
compreensão das características de personalidade
que vem se arrastando por vidas à fio cuja manutenção
vem acarretando desequilíbrios e dores. Ao entender
sua dinâmica de valores, crenças e como vem funcionando
ao longo de suas existências, o indivíduo pode
assumir, mais conscientemente suas escolhas e mudanças
determinando a superação do sofrimento ou a
sua manutenção. |
| |
| Caso
Clínico:Um Caso de Fobia |
O “GENERAL” SOLITÁRIO
Todos o chamavam de “O General”
no ambiente de trabalho. J.A. era um excelente auditor pleno
de uma conceituada empresa de consultoria multinacional.
Sua carreira tinha sido meteórica e assumira cargos
de responsabilidade e de gerência com poucos anos
de trabalho. Era conhecido por sua inteligência, seu
conhecimento e perspicácia e... por seu temperamento
agressivo. Daí o apelido: O “General”.
Quando começou a tomar consciência
de seu problema J.A. começou a sofrer com seus impulsos
de agressividade. Essa era a sua queixa principal: não
sabia porque não conseguia controlar os impulsos
de violência que tinha.
O problema sempre existira em casa, no ambiente
familiar desde o casamento com sua mulher. Após o
nascimento do primeiro filho o problema assumiu proporções
preocupantes. J.A. já tinha agredido fisicamente
seu filho de forma incontrolável, quase gerando uma
tragédia, além de diversos episódios
com sua mulher e demais filhos.
No trabalho esse comportamento era mais
contido, mas usava a ironia e sempre procurava evidenciar
os erros dos companheiros de forma implacável. “Vou
mostrar que eu estou certo. Sempre certo!” Reconhecia
ser esse o seu pensamento irresistível nessa hora.
Sente um misto de prazer e de constrangimento
quando se referem a ele: “Lá vem o General”.
Esse comportamento muitas vezes quase irresistível
começava a trazer graves problemas e sofrimentos
para nosso cliente.
O problema que J.A. trazia era indicativo
de um tratamento com a Terapia de Vida Passada. Apresentava
um comportamento inadequado, exagerado, que traz graves
repercussões negativas e muito sofrimento. A despeito
de ter consciência da inadequação não
consegue controlar o impulso no momento em que ocorre. Faltam
recursos para que, naquele momento, tenha uma reação
mais adequada.
Esses complexos de reação
que apresentam grande carga emocional (raiva, irritação
e agressividade) normalmente sugerem a existência
de conteúdos Inconscientes que são acionados
em determinada circunstância, às vezes por
um certo estímulo. A partir daí, o indivíduo
pode ter uma conduta completamente diferente da habitual
ou esperada para o seu padrão cultural, sócio
econômico ou mesmo referente á sua tipologia
psicológica básica.
Ao contrário do que se imagina, uma
queixa como essa costuma demandar uma série de vivências
onde o indivíduo pode reviver situações
em que essas reações forma cristalizadas em
seu psiquismo.
As regressões de J.A. revelaram padrões
de dominação, de um caráter muito belicoso,
excessos de poder, prazer pela supremacia conquistada pela
força, posição de influência
ou pela inteligência apurada.
Em uma de suas regressões se vê
como um menino de 6a, filho de um marinheiro bruto, grosseiro
e bêbado. Seu pai, como marinheiro passa muito tempo
longe de casa, à bordo dos navios onde trabalha.
Sua mãe e outros filhos passam por muitas necessidades,
até fome.
Em uma de suas voltas para casa, o pai,
bêbado, exige que sua mulher faça sexo imediatamente,
na frente das crianças. A mulher assustada tenta
esconder os filhos para que não sofram presenciando
a cena que vai ocorrer. Ao perceber a sua intenção,
o pai levanta-se e pega o menino, nosso cliente, violentamente.
Empurra e começa a bater em todos. Nosso cliente
fica apavorado com a violência. No meio da agressão,
o pai se dirige diretamente ao nosso cliente e vocifera:
“Você tem que virar homem. Aprenda a ser homem
comigo!”
Se transforma em um adulto rude, grosseiro
como seu pai. Entretanto, não quer contato com as
pessoas, principalmente com as mulheres. Vive como pescador
em um pequeno povoado distante de sua terra natal. Morre
novo ainda em uma tempestade sem que ninguém se preocupasse
com a sua ausência. Fora do corpo se ressente da solidão
e vive um conflito entre ter sido rude para ser um homem,
mas ter terminado sozinho, sem ninguém. Também
pensa que poderia ter feito o mesmo que seu pai fazia com
sua mãe se tivesse se casado.
Em uma outra regressão durante seu
processo terapêutico, J.A. se lembra de uma vida onde
foi um jovem soldado, treinado para comandar. Durante uma
batalha mostra seu valor derrotando um grupo numeroso de
inimigos chegando à condição de comandante.
Destaca-se ao longo de sua carreira como
soldado corajoso e dedicado. Destemido enfrenta todos os
seus inimigos demonstrando grandes habilidades na estratégia
de combates. Promove verdadeiros massacres que lhe garantem
prestígio crescente junto ao governo que defende.
Mantém a união da tropa com pulso forte e
exemplo disciplinador. Durante a regressão, J.A.
percebe o prazer que sente com o destaque e a evidência
que o poder lhe conferem. Passa a valorizar posições
cada vez mais elevadas na hierarquia militar não
titubeando em passar seus companheiros para trás
em busca de promoções.
Da mesma forma que vai avançando
na hierarquia, também crescem os seus inimigos declarados
e disfarçados.
Um dia recebe uma notícia de um informante
sobre um levante que rebeldes contrários ao governo
estariam tramando sigilosamente. Ávido de mais poder
não checa as informações e reúne
pequeno grupo de homens para surpreender o inimigo e com
isso, apresentar-se como o salvador do governo e conseguir
mais prestígio.
Quando chega ao local em um bosque perto
onde presume estar acampado o bando, só encontra
ruínas vazias. Depois de uma verificação,
percebe que o local está cheio de soldados de suas
fileiras, armados e esperando-o para uma emboscada. Percebe
que mesmo os que estão com ele, já sabiam
da emboscada e fica furioso. Ao se dar conta do que está
por acontecer fica cego de ódio e parte para cima
de alguns dos soldados mais próximos. Sua coragem
e força fazem com que ainda acabe com a vida de vários
soldados antes de cair ferido mortalmente. Enquanto brandia
sua espada está cego de ódio, não pensa
em nada apenas na traição que sofrera. Sua
força se agiganta chegando a atemorizar os demais
soldados. J.A. relata seus pensamentos nessa hora: “Seus
vermes. Pensam que estão tratando com quem? Quem
vocês pensam que são? Posso morrer mas vocês
também vão comigo... Eu não posso acabar
assim. Sou muito melhor que eles. A se eu tivesse mais força...”
Morre nosso soldado fixado no ódio
por Ter sido vencido no auge de sua vida, cheia de projetos
e conquistas de poder e glória. Após a morte
decide que nunca mais vai deixar ser pego de surpresa novamente
e vai sempre reagir ante o menor sinal de ameaça
para não perder a vida e o poder.
Essa decisão, tomada em um momento
de extrema emoção e conflito marcara decisivamente
a forma de agir de nosso cliente. Percebia agora como suas
reações violentas e impulsivas atendiam a
esse apelo inconsciente de não se deixar pegar de
surpresa, como se fosse impelido a agir imediatamente evitando
a perda do seu poder e prestígio. Mesmo que as situações
fosse diferentes hoje, reagia como forma de garantir seu
poder e domínio.
J.A. pôde observar que teve várias
existências onde se repetiam os mesmos argumentos.
Pretendia manter o poder ou buscá-lo obstinadamente.
Só assim, julgara ele, conseguiria segurança,
valorização, prestígio e a felicidade.
Com o trabalho em cima do Sistema de Crenças e Valores
que presidiam suas ações, pôde perceber
claramente que sempre buscara a conquista do valor fundamental
PODER. Julgar que Ter poder er essencial para asua felicidade.
Muitas vezes associara esse valor, PODER, ao da JUSTIÇA
e da EXATIDÃO. Com isso, buscara muitas vezes que
as coisas funcionassem do seu modo, a qualquer preço
em nome do que era certo e justo, segundo a sua visão.
Percebeu ainda o quanto estava identificado com esses valores
até hoje.
Ainda buscava ser obedecido, não
admitia ser contestado pois se sentia ameaçado e
impunha seu ponto de vista ou manipulava as situações
par que prevalessesse a sua opinião ou se destacasse
diante dos outros.
Pôde observar que a conseqüência
disso tinha sido um investimento de energia muito grande
que o levavam a um cansaço existencial e físico.
Começou a perceber que o valor PODER para trazer
FELICIDADE tem que estar associado ao desenvlvimento de
outros valores fundamentais como a NÃO VILÊNCIA
nas suas diversas formas de manifestação,
a FRATERNIDADE, o RESPEITO ÀS DIFERENÇAS,
a SERENIDADE etc.
A forma que a vida encontrou para mostrar-lhe
isso foi a Solidão. J.A. percebeu que a maior conseuqência
de sua conduta tinha sido o distanciamento de todas as pessoas
de suas relações. Quando se chegavam eram
por necessidade, interesse ou temor. Poucos ainda nutriam
afeto pro ele e, mesmo esses, não sabiam como chegar,
temerosos de serem agredidos e escorraçados.
Sensibilizado perceber ainda, que não
precisava largar suas habilidades e poder de liderança.
Entretanto esses talentos tinham que estar hoje à
serviço de uma nova ordem de valores que o aproximavam
da afetividade, da amizade, da tolerância e do Amor.
A
transformação difícil que se iniciara
iria desafiá-lo em muitas oportunidades onde aqueles
traços de caráter se apresentariam. Porém,
agora, tinha recursos de consciência para fazer novas
escolhas e perguntar: “O que realmente é importante
para a minha vida agora?”
|
| |
|
|
|
|
| Onde
encontrar os Livros? |
|
| Onde
encontrar os Vídeos? |
|
|
| |
|
|