O
que é a Terapia de Vida Passada?
A Terapia de vida passada é um
novo método psicoterapêutico que tem por objetivo
ajudar as pessoas a superar vários tipos de problemas
e enfermidades, pois utiliza a Regressão de Memória
como uma de suas principais técnicas e leva em consideração
a Reencarnação como hipótese de trabalho.
Por isso vem despertando o interesse de muita gente.
Segundo
essa abordagem, o sofrimento humano é entendido como
o resultado de vivências traumáticas e/ou emocionalmente
importantes experimentadas pelas pessoas em vidas passadas
ficando marcadas no psiquismo mais profundo do indivíduo.
A
manifestação atual desses conteúdos
inconscientes do passado acaba desencadeando o aparecimento
de diversas enfermidades orgânicas e emocionais.
Tecnicamente,
pode-se dizer que a TVP é uma nova abordagem terapêutica
de orientação transpessoal, isto é,
considera a dimensão espiritual do homem como uma
necessidade legítima e indispensável ao melhor
entendimento de sua vida e de suas enfermidades, a qual
utiliza como método principal de trabalho a Regressão
de Memória. A Regressão de Memória
não pode, então, ser confundida com a TVP.
A Regressão é uma técnica que leva
o indivíduo a alcançar um estado ampliado
de consciência em que acessa, relembra e revive os
conteúdos inconscientes, reais ou simbolicamente
modificados, de suas experiências anteriores.
A
TVP baseia-se na utilização de uma visão
específica de homem, pois lança esse homem
para além de sua realidade física, orgânica
e imediata objetivando entendê-lo como uma interligação
das diversas dimensões humanas.
Portanto,
em TVP, o homem é entendido como um ser bio-psico-sócio-cultural-espiritual,
onde todas essas dimensões são interligadas
e interdependentes.
Além
dessa visão de homem, a TVP considera ainda como
hipótese de trabalho a Reencarnação,
ou seja, a possibilidade de uma certa individualidade permanecer
viva e atuante após a morte do corpo físico,
vindo a se agregar a um novo corpo físico no momento
de uma nova concepção humana.
Com
isso, muitas das características físicas,
psicológicas, de personalidade etc. do indivíduo
na sua vida atual seriam resultado de uma certa "herança
espiritual" de suas experiências anteriores ao
longo de toda a sua trajetória existencial. Não
só quando encarnado em um corpo físico, mas
também quando está no chamado período
inter vidas - PIV, já que mantém a sua consciência
viva.
A
possibilidade de nos lembrarmos desse passado de forma,
muitas vezes, nítida e intensa, sugere que nossa
memória seja extracerebral, isto é, não
dependa necessariamente dos registros do cérebro
físico da presente existência.
Vários
autores têm denominado essa modalidade terapêutica
de Terapia Regressiva, já que não há,
necessariamente, a regressão para um momento traumático
ou significativo em uma encarnação passada,
mas qualquer situação já vivida pelo
indivíduo pode ser revivida ou novamente experimentada
em uma sessão regressiva.
Milton
Menezes prefere manter a denominação de Terapia
de Vida Passada pois, mesmo que nem sempre seus clientes
venham a reviver situações de vidas anteriores
mas da vida atual, mantém a coerência com sua
visão de homem e a hipótese de trabalho da
reencarnação.
Outro
princípio básico considerado pela TVP é
o de uma proposta de desenvolvimento do ser espiritual ao
longo de suas experiências, ora encarnado ora desencarnado,
que o leva, progressivamente, a uma evolução
da consciência desde a sua natureza material até
a consciência espiritual: da matéria para o
corpo, do corpo para a mente, da mente para a alma, da alma
para o Espírito. Essa condição evolucionista
permite a explicação das patologias e psicopatologias
como um obstáculo ou um desvio nesse processo que
leva necessariamente a uma tomada de consciência e
uma transformação do ser.
A
regressão de memória é utilizada na
TVP, segundo entendem Milton e alguns especialistas, como
um recurso que favorece a essa tomada de consciência,
mas que exige a atuação, no nível terapêutico,
para promover a necessária transformação
do indivíduo, único caminho para o entendimento
e superação de sua enfermidade. A regressão
por si só não é um fim em si mesmo,
mas um meio que favorece o trabalho psicoterapêutico.
Seguindo
esta lógica, Milton defende um processo terapêutico
que utilize estes recursos, que seja feito em um contexto
terapêutico e sempre por um profissional habilitado
a lidar com esse delicado material do psiquismo humano. |